Paralisia de bell fisioterapia

Paralisia de bell fisioterapia e tratamentos

Uma das primeiras preocupações de pacientes é procurar na internet vídeos e dicas sobre paralisia de bell fisioterapia caseira e tratamentos. Pensando em você separamos aqui dois vídeos excelentes que irão ensinar você a fazer exercícios de estimulação facial em poucos minutos e irão auxiliar sua recuperação.

É muito importante praticar estes exercícios faciais duas ou três vezes ao dia, diariamente por cerca de 10 a 15 minutos por cada sessão. Essa estimulação impede que os músculos atingidos fiquem rígidos, o que dificulta a recuperação natural dos movimentos e ainda estimulam a área afetada sobretudo quando utilizamos gelo no processo.

Aqui neste post temos mais dicas sobre paralisia de bell fisioterapia e tratamentos. Navegue em nosso portal e desfrute de todo o conteúdo, temos certeza que você encontrará ótimas dicas para ter uma melhor recuperação.

Paralisia de bell tratamento

Paralisia de bell tratamento e acompanhamento

É muito importante na paralisia de bell tratamento e acompanhamento médico constantes. Tratamentos caseiros utlizando gelo e fisioterapia facial tem se mostrado muito benéficos na maioria dos casos, no vídeo abaixo temos excelentes dicas de como realizar em casa diariamente exercícios de estimulação facial sem uso de aparelhos e sem investimentos.

Os exercícios de estimulação facial são muito importantes no tratamento da paralisia de bell ou paralisia facial periférica. Como um dos lados do rosto está com perda de movimentos parcial ou total, a tendência é que a musculatura fique rígida, dificultando ou prolongando a retomada dos movimentos. Exercícios de estimulação mantém a movimentação da pele, músculos e nervos estimulando a área atingida para voltar a movimentar-se por si só. Acupuntura também é utilizada apresentando bons resultados nestes casos.

Paralisia de bell tratamento
Acupuntura no tratamento da paralisia facial

 

Você pode também obter mais informações sobre tratamentos aqui no nosso post sobre fisioterapia facial.

Paralisia de Bell tem cura?

Paralisia de Bell tem cura?

Uma das principais dúvidas e o maior medo de quem é acometido por esta patologia: Paralisia de bell tem cura? A resposta é SIM, têm cura. Muitos são os métodos e tratamentos utilizados na paralisia facial periférica ou paralisia de bell. Os tratamentos envolvem desde o uso de medicamentos como corticóides, anti-virais, vitaminas do complexo B, fisioterapia facial, estimulação elétrica e em alguns casos até cirurgias, que também são subdivididas de acordo com o caso. Terapias alternativas como acupuntura e outras também são utilizadas em alguns casos.

Apenas um médico capacitado pode diagnosticar corretamente a paralisia de bell e os tratamentos mais adequados, que variam de caso a caso. Jamais aplique qualquer tratamento ou utilize qualquer medicamente sem a orientação médica.

Embora o risco de o paciente permanecer com sequelas existir, os prognósticos são positivos. Na maioria dos casos a recuperação é de 100%. Vale lembrar que o médico deve ser consultado o mais precocemente possível e o tratamento deve ser seguido rigorosamente.

No vídeo abaixo temos maiores esclarecimentos

Outras dúvidas podem ser sanadas no nosso post de dúvidas frequentes.

A Atuação Da Fonoaudiologia Na Paralisia Facial Periférica Idiopática

A paralisia facial periférica, do tipo idiopático, também chamada paralisia de Bell ou a frigore, consiste de acometimento do sétimo nervo craniano, de forma aguda, podendo ser precedida por dor na região mastoidiana, resultando em paralisia completa ou parcial da mímica facial. Podem estar associados distúrbios da gustação, salivação e lacrimejamento, além de hiperacusia desagradável e hipoacusia na zona de Ramsay-Hunt. (VALENÇA, 1999).

De acordo com Antunes (2002), existem várias teorias para tentar explicar a paralisia facial idiopática (vascular, viral, hereditária, inflamação, imunomediata e psicossomática), mas permanece ainda como sendo de causa incerta.

A primeira consulta fonoaudiológica do paciente constará de anamnese, avaliação e serão fornecidos os primeiros exercícios miofuncionais.

A anamnese na Paralisia Facial Periférica (PFP) pode levantar sinais que ajudam a traçar o prognóstico, nortear os esclarecimentos que possam ser dados ao paciente, determinar a conduta e estabelecer objetivos terapêuticos.

Três perguntas são básicas para a visualização do quadro:

a) Quando ocorreu a PFP;

b) Qual a causa;

c) Quais os tratamentos e intervenções realizados desde a instalação.

O objetivo principal da avaliação, além de identificar o tônus da musculatura afetada pela observação da posição de repouso, é avaliar também quais os segmentos musculares que estão envolvidos e identificar a fase em que o paciente está: fase flácida ou fase de seqüelas.

Na fase inicial da paralisia basicamente flácida e com pouco ou nenhum esboço de movimento, o trabalho consiste na realização dos mesmos movimentos da avaliação e outros, feitos de forma isométrica e acompanhados por massagens indutoras do movimento desejado na hemiface paralisada (ALTMANN, 1998) no sentido do movimento. Essas massagens podem ser exclusivamente manuais, lentas, com pressão profunda ou utilização de massageador facial suave.

Os exercícios devem estimular os músculos inervados pelo nervo facial, ou seja, relativos aos segmentos da face: testa, olhos, nariz, lábios e bochechas.

Denomina-se fase de seqüelas a falta de recuperação completa da musculatura facial, geralmente acompanhada por contratura e algumas sincinesias. Embora indesejadas, as seqüelas são uma ocorrência comum em muitos casos de paralisia facial periférica.

Para as contraturas, são sugeridos exercícios de alongamento passivo e ativo, assim como relaxamento e calor úmido local por pelo menos 5min.

A massagem pode eventualmente atingir os pontos de dor muscular, portanto a intensidade da pressão exercida deve respeitar a tolerância da pessoa massageada, podendo aumentar conforme ela permitir. Exercícios realizados para se obter relaxamento devem ser realizados sem força ou vigor. (BAJAJ-LUTHRA et al., 1998).

Estima-se que a incidência da paralisia de Bell seria de 20-30 casos por 100 mil habitantes, com prevalência ligeiramente maior entre as mulheres. É rara antes dos 10 anos de idade e sua incidência é bimodal com picos na terceira e oitava décadas de vida, dependendo da distribuição etária da população. (SEVETTIERI et al., 1996 apud VALENÇA et al., 2001).

O trabalho fonoaudiológico visa dar funcionalidade à musculatura afetada, diferenciando-o dos outros tratamentos que visam apenas a estética facial. Além disso, a atuação fonoaudiológica contribuiu para diminuir o tempo de recuperação da paralisia facial, ponto importante para o paciente que quer restabelecer sua expressão facial anterior, o mais breve possível.

A fonoaudiologia como uma ciência que se preocupa com a adequação dos movimentos e funções da musculatura da face, pode contribuir para o restabelecimento da mímica e expressão faciais do indivíduo. E é, através da expressão facial que demonstramos, às vezes, muito mais do que as palavras conseguem dizer.

Fonte: Web Artigos (por Andreza Ferreira Matos)

Médica divulga resultados cirúrgicos em pacientes com paralisia facial

A Doutora em Otorrinolaringologia Priscila Bogar Rapoport, médica do Hospital Santa Marcelina e do Hospital das Clínicas da FMUSP, divulga resultados cirúrgicos em pacientes com paralisia facial. Ao todo são 19 casos com diferentes causas.

Existem várias propostas para minimizar as seqüelas e diminuir a porcentagem de casos com evolução desfavorável, ou seja, com um tempo de recuperação maior do que 6 meses ou presença de sincinesias. Várias drogas têm sido estudadas para diminuir o tempo de paralisia, como corticóides, gangliosídeos e acliclovir, entre outras. Os corticóides são as drogas mais utilizadas no intuito de diminuir o edema do nervo, mas em estudo anterior não encontramos diferença alguma entre placebo e dexametasona, tanto no tempo de recuperação como na presença de seqüelas4. Nenhuma droga até hoje provou ser eficaz para a diminuição do tempo de evolução da paralisia facial. Em trabalho anterior, verificamos a contribuição em termos de aceleração do processo de recuperação dos movimentos faciais com a utilização dos exercícios miofuncionais.

A indicação cirúrgica de descompressão do nervo facial em pacientes com PFP depende de variáveis que incluem, principalmente, etiologia e evolução clínica, considerando-se o tempo de recuperação do paciente.

Estudos eletrofisiológicos demonstram que até 21 dias após a instalação da paralisia facial, as células nervosas mantêm uma capacidade de regeneração funcional satisfatória, sendo que as células musculares permanecem viáveis à reinervação por até 18 meses5. Pulec refere que mesmo em casos de paralisia de Bell, a realização de descompressão nervosa antes de ocorrer diminuição ou perda da excitabilidade nervosa pode resultar em imediato reparo da função facial6.

Material e Métodos

Foram analisados dados de 19 pacientes submetidos a cirurgia para tratamento da paralisia facial periférica no Hospital Santa Marcelina entre 1995 e 1998. A idade variou de 10 a 62 anos, com média de 35,33 anos.

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Existem várias propostas para minimizar as seqüelas e diminuir a porcentagem de casos com evolução desfavorável, ou seja, com um tempo de recuperação maior do que 6 meses ou presença de sincinesias.

A indicação cirúrgica de descompressão do nervo facial em pacientes com PFP depende de variáveis que incluem, principalmente, etiologia e evolução clínica, considerando-se o tempo de recuperação do paciente.

Estudos eletrofisiológicos demonstram que até 21 dias após a instalação da paralisia facial, as células nervosas mantêm uma capacidade de regeneração funcional satisfatória, sendo que as células musculares permanecem viáveis à reinervação por até 18 meses. Pulec refere que mesmo em casos de paralisia de Bell, a realização de descompressão nervosa antes de ocorrer diminuição ou perda da excitabilidade nervosa pode resultar em imediato reparo da função facial.

O tratamento cirúrgico da paralisia facial periférica de diferentes causas, quando bem indicado, apresenta resultados satisfatórios, mesmo quando realizado após meses de instalada a paralisia facial periférica. Um protocolo de acompanhamento clínico para PFP deveria ser estabelecido em todos os serviços de otorrinolaringologia a fim de determinar a indicação e o momento para uma intervenção cirúrgica.

Clique aqui para ler o estudo na íntegra

Como a acupuntura pode auxiliar o tratamento da paralisia facial

Estudo realizado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) mostra como a acupuntura pode auxiliar o tratamento da Paralisia Facial Periférica.

Os profissionais da saúde Henrique Caetano de Barros, Alcidézio Luíz Sales de Barros e Mônica Patrícia Rodrigues do Nascimento, tiveram um estudo de caso publicado na Revista Neuro Ciências. Trata-se de um estudo do tipo descritivo, realizado no Hospital das Clínicas da UFPE, na cidade de Recife, entre os meses de agosto e novembro de 2009. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital da Restauração (CAAE no 1475.0.000.102-09).

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.