Médica divulga resultados cirúrgicos em pacientes com paralisia facial

A Doutora em Otorrinolaringologia Priscila Bogar Rapoport, médica do Hospital Santa Marcelina e do Hospital das Clínicas da FMUSP, divulga resultados cirúrgicos em pacientes com paralisia facial. Ao todo são 19 casos com diferentes causas.

Existem várias propostas para minimizar as seqüelas e diminuir a porcentagem de casos com evolução desfavorável, ou seja, com um tempo de recuperação maior do que 6 meses ou presença de sincinesias. Várias drogas têm sido estudadas para diminuir o tempo de paralisia, como corticóides, gangliosídeos e acliclovir, entre outras. Os corticóides são as drogas mais utilizadas no intuito de diminuir o edema do nervo, mas em estudo anterior não encontramos diferença alguma entre placebo e dexametasona, tanto no tempo de recuperação como na presença de seqüelas4. Nenhuma droga até hoje provou ser eficaz para a diminuição do tempo de evolução da paralisia facial. Em trabalho anterior, verificamos a contribuição em termos de aceleração do processo de recuperação dos movimentos faciais com a utilização dos exercícios miofuncionais.

A indicação cirúrgica de descompressão do nervo facial em pacientes com PFP depende de variáveis que incluem, principalmente, etiologia e evolução clínica, considerando-se o tempo de recuperação do paciente.

Estudos eletrofisiológicos demonstram que até 21 dias após a instalação da paralisia facial, as células nervosas mantêm uma capacidade de regeneração funcional satisfatória, sendo que as células musculares permanecem viáveis à reinervação por até 18 meses5. Pulec refere que mesmo em casos de paralisia de Bell, a realização de descompressão nervosa antes de ocorrer diminuição ou perda da excitabilidade nervosa pode resultar em imediato reparo da função facial6.

Material e Métodos

Foram analisados dados de 19 pacientes submetidos a cirurgia para tratamento da paralisia facial periférica no Hospital Santa Marcelina entre 1995 e 1998. A idade variou de 10 a 62 anos, com média de 35,33 anos.

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Existem várias propostas para minimizar as seqüelas e diminuir a porcentagem de casos com evolução desfavorável, ou seja, com um tempo de recuperação maior do que 6 meses ou presença de sincinesias.

A indicação cirúrgica de descompressão do nervo facial em pacientes com PFP depende de variáveis que incluem, principalmente, etiologia e evolução clínica, considerando-se o tempo de recuperação do paciente.

Estudos eletrofisiológicos demonstram que até 21 dias após a instalação da paralisia facial, as células nervosas mantêm uma capacidade de regeneração funcional satisfatória, sendo que as células musculares permanecem viáveis à reinervação por até 18 meses. Pulec refere que mesmo em casos de paralisia de Bell, a realização de descompressão nervosa antes de ocorrer diminuição ou perda da excitabilidade nervosa pode resultar em imediato reparo da função facial.

O tratamento cirúrgico da paralisia facial periférica de diferentes causas, quando bem indicado, apresenta resultados satisfatórios, mesmo quando realizado após meses de instalada a paralisia facial periférica. Um protocolo de acompanhamento clínico para PFP deveria ser estabelecido em todos os serviços de otorrinolaringologia a fim de determinar a indicação e o momento para uma intervenção cirúrgica.

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